Mostrando postagens com marcador administração FGV. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador administração FGV. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de maio de 2013

A “Juniorização” das empresas

O mercado de trabalho é duro e firme. Muitas vezes, não dá espaço para respirar e já existe um novo concorrente com preço menor, ou um fornecedor aumentando seus preços, além da cobrança dos acionistas. As contas estão entrando no vermelho e a situação começa a ficar complicada quando alguém dá a solução: renovar o quadro de funcionários. É nessa hora que cabeças rolam e alguns funcionários mais caros dão lugares a novos colaboradores, esses mais jovens e dispostos, que fazem mais e ganham menos. A empresa ganha novos ares, fica com cara de empresa do futuro. Mas a realidade que vem depois nem sempre é esse mar de rosas. O trabalho não flui com a mesma facilidade que antes, mas pelo menos a planilha de custos está melhor. Esse processo é conhecido como “juniorização”.

O processo de contratar profissionais mais novos para ocupar funções nas empresas é necessário e benéfico para a corporação. Mas quando a “juniorização” acontece com o intuito de reduzir custos da folha de pagamento, pode-se comprometer a qualidade da gestão e a continuidade do trabalho. O grande problema é que esse processo acontece na contramão da demografia brasileira. O povo brasileiro está envelhecendo, e uma pesquisa recente realizada pela FGV-EAESP afirma que a maior parte das empresas não estão preparadas – e nem em processo de – para lidar com a inversão da pirâmide demográfica brasileira.

Quando se tem uma “juniorização” forçada na empresa, existe a quebra do processo de amadurecimento do profissional, uma diminuição da cultura presente. Quando isso acontece em massa, de forma mal planejada, existe um entendimento de que a empresa está, na verdade, inibindo o amadurecimento. E isso, sim, é algo perigoso.

Fonte da imagem: Corbis Images  

segunda-feira, 18 de março de 2013

Jovens empreendedores são almejados por empresas

 A relação entre jovens e o mercado de trabalho mudou muito nos últimos anos, e os novos profissionais estão cada vez mais empreendedores. Como o caso do estudante de Administração Thomas da Luz, 23 anos, que cursa o último ano na FGV-EAESP. Na adolescência, ele fez intercâmbio para África do Sul e República Tcheca. Na faculdade, dividia suas atenções entre os estudos, outros empreendedores de Administração de uma empresa júnior, monitoria da turma de Administração e elaboração de um plano de negócios para uma cooperativa de catadores de lixo, sempre rodeado de alunos de administração com perfis empreendedores. Mesmo com tudo isso em mente e seguindo um perfil e visão de empreendedores, o aluno ainda sonhava em abrir a própria empresa para aproveitar oportunidades que a Copa do Mundo e as Olimpíadas vão oferecer aos empreendedores.

 Os alunos do curso de Administração da FGV-EAESP são empreendedores natos, por isso, a maioria desses empreendedores não pensa em construir carreira corporativa, mas sim colocar em prática o que aprenderam nas aulas de Administração. Era o caso de Thomas da Luz, mas até que um dia de junho de 2012, ele foi abordado na saída da aula de Administração por outro jovem que perguntou o que faria ele trabalhar numa grande empresa. Ele disse que gostaria de poder usar os conceitos empreendedores que ele tinha, criando e cuidando da administração de novos produtos e serviços, em uma área para empreendedores. Depois de uma hora de conversa, o pesquisador revelou que era um recrutador da Pepsico que iria oferecer uma vaga de estágio nesta área desejada. Thomas topou e começou a desenvolver, ainda mais, seus aspectos empreendedores.

 Thomas da Luz é apenas um caso de alunos empreendedores que se torna mais comum na nova relação entre jovens e o mercado de trabalho, jovens estes que querem ser empreendedores e estudam Administração para poder abrir o próprio negócio. Pesquisas indicam que seis a cada dez jovens querem ser empreendedores, e é justamente esse perfil de empreendedores que as empresas buscam cada vez mais, principalmente nos alunos de Administração. Resta saber como fazer esses profissionais abandonaram o sonho de serem empreendedores para assumir um cargo de administração dentro de uma empresa. Estratégias como essa utilizada pela Pepsico se tornam mais comuns para conseguir perfis empreendedores.

 As empresas mais abertas a esse tipo de relação e a deixar os funcionários cuidarem de seus próprios projetos empreendedores são as que obtém mais sucesso em trazer esse tipo de profissional. Talvez esse seja o futuro da administração e seleção de novos profissionais e empreendedores.