Mostrando postagens com marcador fgv vestibular. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fgv vestibular. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de maio de 2013

A “Juniorização” das empresas

O mercado de trabalho é duro e firme. Muitas vezes, não dá espaço para respirar e já existe um novo concorrente com preço menor, ou um fornecedor aumentando seus preços, além da cobrança dos acionistas. As contas estão entrando no vermelho e a situação começa a ficar complicada quando alguém dá a solução: renovar o quadro de funcionários. É nessa hora que cabeças rolam e alguns funcionários mais caros dão lugares a novos colaboradores, esses mais jovens e dispostos, que fazem mais e ganham menos. A empresa ganha novos ares, fica com cara de empresa do futuro. Mas a realidade que vem depois nem sempre é esse mar de rosas. O trabalho não flui com a mesma facilidade que antes, mas pelo menos a planilha de custos está melhor. Esse processo é conhecido como “juniorização”.

O processo de contratar profissionais mais novos para ocupar funções nas empresas é necessário e benéfico para a corporação. Mas quando a “juniorização” acontece com o intuito de reduzir custos da folha de pagamento, pode-se comprometer a qualidade da gestão e a continuidade do trabalho. O grande problema é que esse processo acontece na contramão da demografia brasileira. O povo brasileiro está envelhecendo, e uma pesquisa recente realizada pela FGV-EAESP afirma que a maior parte das empresas não estão preparadas – e nem em processo de – para lidar com a inversão da pirâmide demográfica brasileira.

Quando se tem uma “juniorização” forçada na empresa, existe a quebra do processo de amadurecimento do profissional, uma diminuição da cultura presente. Quando isso acontece em massa, de forma mal planejada, existe um entendimento de que a empresa está, na verdade, inibindo o amadurecimento. E isso, sim, é algo perigoso.

Fonte da imagem: Corbis Images  

sexta-feira, 22 de março de 2013

Itens importados podem dobrar presença nas redes alimentícias

 A evolução do mercado brasileiro e o aumento do número de consumidores pareceu surtir efeito, não apenas para as empresas brasileiras, mas também para as grandes marcas de todo o mundo. Isso porque o consumo de produtos importados nunca foi tão grande. Nos supermercados, estima-se que de 2% a 3% das gôndolas sejam ocupadas por produtos importados, número que pode chegar a 20% com ajuda da Copa do Mundo e Olimpíadas.

 Maurício Morgado, professor da FGV-EAESP, afirma que o crescimento desse segmento poderá ser longo, já que o Brasil vive um bom momento econômico e que esses produtos caem rapidamente no gosto das pessoas."Todos os indicadores econômicos estão positivos. Não que apresentamos um crescimento gigantesco, mas não é possível ver uma restrição. É evidente que o consumidor é vidrado em uma novidade: qualquer coisa nova que aparece dentro do supermercado ele tende a experimentar", explicou Morgado.

 O destaque fica por conta das cervejas importadas, tendo em vista que o produto nacional da categoria tem sofrido sucessivas altas nos preços.

 A única barreira que pode impedir o avanço desse mercado é a taxa cambial. Embora as expectativas sejam otimistas, Morgado afirma que isso só poderia desacelerar o processo, caso as taxas cambiais cheguem níveis muito altos, algo em torno de R$3 ou R$4. "O consumidor não se tem incomodado muito com o preço, pois alguns produtos já fazem parte da sua rotina. Queijos, cervejas e outros artigos já viraram comuns, eles compram com grande frequência. O que reverterá esse quadro é uma taxa de câmbio extremamente alta, acima dos R$ 3”, afirma o professor da FGV-EAESP.

 Com esse cenário positivo e a afirmação desses produtos entre os gostos do brasileiro, a tendência é mesmo que vejamos cada vez mais produtos de outros países povoando as prateleiras nos mercados.


quarta-feira, 20 de março de 2013

Calendário do ISE para 2013 é lançado pela BM&FBOVESPA

Durante um debate sobre o papel da sustentabilidade na construção da imagem de empresas privadas, a BM&FBOVESPA aproveitou para divulgar as novidades e o calendário de atividades do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) para 2013. A principal novidade do ano foi o aprimoramento do monitoramento de notícias que envolvem as empresas pertencentes ao ISE. Outro ponto que chamou atenção dos presentes foi a mesa com as empresas que abriram as respostas do questionário da ISE.

Para participar do processo de seleção do ISE, a empresa precisa estar entre as 200 ações mais líquidas da Bolsa em 07/01/2013. As inscrições vão até 9 de agosto, e é necessário responder um questionário.

 O questionário base de avaliação das empresas candidatas é coordenado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGV- EAESP) e já está disponível para aquelas que desejam participar do processo de seleção do ISE.

 O questionário estará online até o dia 16 de abril, para validação pela sociedade civil. Com isso, a BM&FBOVESPA pretende aprimorar os critérios que já existem e incluir novos critérios relevantes. Depois da consulta, as sugestões públicas são repassadas para o Conselho Deliberativo do ISE, e, então serão analisadas e aprovadas. A estimativa é que o questionário final seja divulgado no início de julho. 

Em 28 de novembro de 2013, será divulgada a nova carteira do ISE, válida a partir do primeiro dia útil de 2014.



sexta-feira, 15 de março de 2013

Perfil corporativo: especialista ou generalista?


Quando se vai contratar um profissional novo para compor o staff de sua empresa, deve-se levar em conta diversos fatores. Um deles é o perfil do colaborador, levando em conta que existem dois perfis globais: especialistas e generalistas.

 As companhias pensavam, por um bom tempo, que podiam preencher seus cargos com um ou outro desses perfis. Portanto, a complexidade com que se desenvolve o mercado mostrou que era necessário ter um equilíbrio entre esses dois perfis. Isso porque os generalistas geralmente mostram mais perfil de comando e capacidade de gerência, justamente por terem passado por diversas áreas diferentes dentro de uma empresa e entenderem como elas funcionam e que pontos podem ser melhorados.

 Por outro lado, especialistas são necessários em funções que conhecimentos avançados na área são precisos. Muitas empresas de determinados ramos sequer podem existir sem a presença de especialistas em seu quadro de funcionários.

 Eles são os responsáveis por cumprir as necessidades diárias do serviço. Ana Luisa Pliopas, coordenadora de estágios e colocação profissional da FGV- EAESP, afirma que as matérias dos cursos nas faculdades são definidas pela demanda de trabalho do mercado, e que atualmente os generalistas são os mais procurados. “As empresas esperam que profissionais tragam soluções que ninguém mais conseguiu pensar”, afirma Ana Luisa Pliopas. O mais aconselhável para os profissionais que pretendem ingressar no mercado é tentar mesclar características de ambos os perfis.