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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Senso de humor é competência chave

Algumas características são consideradas diferencias quando se procura um candidato em um processo seletivo. Foco no resultado, capacidade analítica e de execução e competência para estabelecer relações estão entre elas. Porém, ultimamente, existe uma qualidade que tem se mostrado muito satisfatória e é apontada como um diferencial entre headhunters. Trata-se do senso de humor. Não estamos falando de piadismo barato, deboche agressivo, nem nada disso.

O humor é uma demonstração de inteligência emocional, ajuda a melhorar o ambiente de trabalho e aproximar relações. Trata-se de sagacidade e leitura rápida de contexto.

O professor Luiz Carlos Cabrera, da Escola de Administração da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP), diz, em texto próprio, que senso de humor é uma competência eterna, que se desenvolve ao longo da vida do indivíduo. O bom humor significa que a pessoa está balanceada, equilibrada com sentimentos e opiniões alinhados. E mais, se a pessoa está de bom humor no ambiente de trabalho, significa que ela gosta do que está fazendo. Senso de humor funciona para facilitar relações, diminuir resistência e abre portas.



sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Reflexão superficial


Nos tempos atuais, nos quais a informação é instantânea e de rápido acesso (e também superficial), um novo paradigma de educação está sendo forjado. As instituições de ensino estão cada vez mais voltadas para a apressada transmissão de conhecimentos, para inserir o jovem no mercado de trabalho o mais rápido possível – desse modo, surge a “universidade operacional”, que adestra as pessoas, mas não as convida para o pensamento crítico.

A “indústria cultural”, termo cunhado por filósofos alemães do século 19, designa uma prática realizada pelos grandes veículos de comunicação massiva que alienam as pessoas e vão fazendo com que elas percam, gradualmente, a capacidade reflexiva e se tornem apenas meros objetos da massa e não mais sujeitos. Isso está ocorrendo nas metodologias de ensino de instituições de ensino ao redor do mundo – os jovens estão saindo das universidades cada vez com menor capacidade crítica, somente focados na carreira, pensando de maneira técnica.

Isleide Arruda Fontenelle, professora da FGV-EAESP, compila muito bem as ideias do modelo de ensino da atualidade. “Parece uma contradição em termos dizer que a chamada “era do conhecimento” é a que promove, justamente, o fim da formação e do pensamento. Então, vejamos como isso ocorre a partir de duas lógicas conjuntas que operam no interior do mundo acadêmico, no modelo da universidade operacional”, analisa Fontenelle. A palavra “aluno” deriva do latim “iluminar”, chegar a luz por meio do conhecimento. É necessário questionar o método de educação da maioria das instituições que não incitam os jovens a pensar.