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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Apostando em uma vertente diferente do mercado

Camila Fortes teve uma ideia quando percebeu a dificuldade que ela tinha em encontrar alimentos que combinassem saúde e sabor agradável. Isso a levou a estudar esse mercado, e com um pouco mais de bagagem e um plano de negócios bem elaborado, inaugurou sua fábrica de alimentos orgânicos, a Monama. A empresa já faturou R$4,2 milhões no ano passado e Camila estima alcançar a marca de R$7,5 mi este ano.

A Monama inicou vendendo pela internet, mas o retorno foi abaixo do esperado. A solução foi vender para redes de varejo, o que acabou por alavancar o lucro, tanto que as redes de varejistas representam 98% do faturamento da empresa.

A ideia da empresária é atingir o maior número possível de clientes com os produtos, por isso o preço não é elitizado. Pensamento que é compartilhado pelo coordenador do Centro de Estudo em Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV-EAESP, Tales Andreassi: "As pessoas até aceitam pagar um pouco mais caro, mas existe um limite. É preciso tomar um certo cuidado e focar em processos para não encarecer muito o produto”, afirma o professor.



segunda-feira, 22 de abril de 2013

Pequenas empresas abrem portas investindo pouco

Há muito tempo, o pequeno e microempreendedor tem seu lugar ao sol no Brasil. Mas agora, mais do que nunca, essas pequenas empresas estão ganhando mercado e com cada vez menos investimento. Isso acontece porque a tecnologia reduz a burocracia, as barreiras e aumenta o poder de divulgação dessas empresas, além de permitir testar, pesquisar e expandir um negócio sem precisar investir alto para isso.

Alguns setores possuem maior atratividade para os microempresários do que outros, casos como o da internet, que é muito imediatista, tanto no feedback quanto nos resultados, e é possível adaptar-se rapidamente conforme a empresa saia do curso esperado pelo público, diferente de outros setores mais tradicionais, nos quais os empreendedores precisam lidar com competição acirrada, investimento e planejamento. "Os negócios tradicionais só terão viabilidade se forem planejados e lidarem bem com a gestão, como a questão de prazos e o capital de giro", afirma o professor da FGV-EAESP, Gilberto Sarfati.

 Por esses motivos é cada vez mais comum ver jovens migrando das empresas e tentando abrir suas próprias companhias, ou startups, como são chamadas as empresas iniciantes da área de tecnologia. Por ser uma área muito nova e com muito espaço para criatividade, esses jovens encontram brechas de mercado que podem ser aproveitadas com pouco dinheiro, uma equipe familiar e muita força de vontade.

É o mercado do futuro chegando ao Brasil, onde investimento em dinheiro não é mais importante do que inovação e dedicação.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Empreendedores recorrem a Empresas Júnior para economizar em consultoria

Pequenos e microempreendedores sofrem com a ausência de uma consultoria especializada, justamente pelo preço alto desse tipo de serviço. Mas existe uma saída mais em conta para esse caso, trata-se das Empresas Juniores (EJ), criadas dentro de centros acadêmicos e que atendem diversas áreas de conhecimento. Essas EJs são formadas por alunos e professores do curso, onde o serviço pode custar até 15% do valor que seria pago numa consultoria especializada. Ou seja, a economia pode chegar a 85%. Esses valores são tão baixos por conta das EJs não visarem o lucro, e sim a capacitação e experiência do aluno. O dinheiro que entra vai para treinamento dos estudantes, equipamentos e materiais novos, e algumas até remuneram seus membros. No Brasil, existem 206 empresas juniores. Segundo estudos, 94% dos negócios levados às EJs são de micro ou pequenas empresas.

 Caso como o da Escola São Paulo, que foi apresentada a Empresa Júnior da Fundação Getulio Vargas para fazer o cálculo do valor de mercado da marca, serviço que vinha sendo negado ou que precisava ser trabalhado com prazos enormes por consultorias especializadas. No caso da EJ da GV, eles resolveram o projeto em 3 meses, prazo que representava menos da metade do tempo que a dona havia conseguido em outras consultorias maiores.

 Os empreendedores devem ter noção de que as consultorias feitas em EJs atendem demandas específicas da área e não oferecem suporte completo para ganho de escala. Segundo Henrique Leite, diretor de marketing da Empresa Júnior da GV, as EJs são mais indicadas para soluções pontuais. “Às vezes, o cliente apenas identifica sintomas de que há algo errado na empresa e nos procura. Nosso trabalho é descobrir as causas destes sintomas e solucioná-las”, afirma. E pode ser a solução ideal para muitos negócios, especialmente os que não podem pagar por consultorias renomadas.