Camila Fortes teve uma ideia quando percebeu a dificuldade que
ela tinha em encontrar alimentos que combinassem saúde e sabor
agradável. Isso a levou a estudar esse mercado, e com um pouco
mais de bagagem e um plano de negócios bem elaborado, inaugurou
sua fábrica de alimentos orgânicos, a Monama. A empresa já faturou
R$4,2 milhões no ano passado e Camila estima alcançar a marca de
R$7,5 mi este ano.
A Monama inicou vendendo pela internet, mas o retorno foi
abaixo do esperado. A solução foi vender para redes de varejo, o
que acabou por alavancar o lucro, tanto que as redes de varejistas
representam 98% do faturamento da empresa.
A ideia da empresária é atingir o maior número possível de clientes
com os produtos, por isso o preço não é elitizado. Pensamento
que é compartilhado pelo coordenador do Centro de Estudo em
Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV-EAESP, Tales
Andreassi: "As pessoas até aceitam pagar um pouco mais caro,
mas existe um limite. É preciso tomar um certo cuidado e focar em
processos para não encarecer muito o produto”, afirma o professor.
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sexta-feira, 26 de abril de 2013
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Pequenas empresas abrem portas investindo pouco
Há muito tempo, o pequeno e microempreendedor tem seu lugar
ao sol no Brasil. Mas agora, mais do que nunca, essas pequenas
empresas estão ganhando mercado e com cada vez menos
investimento. Isso acontece porque a tecnologia reduz a burocracia,
as barreiras e aumenta o poder de divulgação dessas empresas, além
de permitir testar, pesquisar e expandir um negócio sem precisar
investir alto para isso.
Alguns setores possuem maior atratividade para os microempresários do que outros, casos como o da internet, que é muito imediatista, tanto no feedback quanto nos resultados, e é possível adaptar-se rapidamente conforme a empresa saia do curso esperado pelo público, diferente de outros setores mais tradicionais, nos quais os empreendedores precisam lidar com competição acirrada, investimento e planejamento. "Os negócios tradicionais só terão viabilidade se forem planejados e lidarem bem com a gestão, como a questão de prazos e o capital de giro", afirma o professor da FGV-EAESP, Gilberto Sarfati.
Por esses motivos é cada vez mais comum ver jovens migrando das empresas e tentando abrir suas próprias companhias, ou startups, como são chamadas as empresas iniciantes da área de tecnologia. Por ser uma área muito nova e com muito espaço para criatividade, esses jovens encontram brechas de mercado que podem ser aproveitadas com pouco dinheiro, uma equipe familiar e muita força de vontade.
É o mercado do futuro chegando ao Brasil, onde investimento em dinheiro não é mais importante do que inovação e dedicação.
Alguns setores possuem maior atratividade para os microempresários do que outros, casos como o da internet, que é muito imediatista, tanto no feedback quanto nos resultados, e é possível adaptar-se rapidamente conforme a empresa saia do curso esperado pelo público, diferente de outros setores mais tradicionais, nos quais os empreendedores precisam lidar com competição acirrada, investimento e planejamento. "Os negócios tradicionais só terão viabilidade se forem planejados e lidarem bem com a gestão, como a questão de prazos e o capital de giro", afirma o professor da FGV-EAESP, Gilberto Sarfati.
Por esses motivos é cada vez mais comum ver jovens migrando das empresas e tentando abrir suas próprias companhias, ou startups, como são chamadas as empresas iniciantes da área de tecnologia. Por ser uma área muito nova e com muito espaço para criatividade, esses jovens encontram brechas de mercado que podem ser aproveitadas com pouco dinheiro, uma equipe familiar e muita força de vontade.
É o mercado do futuro chegando ao Brasil, onde investimento em dinheiro não é mais importante do que inovação e dedicação.
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segunda-feira, 11 de março de 2013
Empreendedores recorrem a Empresas Júnior para economizar em consultoria
Pequenos e microempreendedores sofrem com a ausência de uma consultoria
especializada, justamente pelo preço alto desse tipo de serviço. Mas existe uma
saída mais em conta para esse caso, trata-se das Empresas Juniores (EJ), criadas
dentro de centros acadêmicos e que atendem diversas áreas de conhecimento.
Essas EJs são formadas por alunos e professores do curso, onde o serviço pode
custar até 15% do valor que seria pago numa consultoria especializada. Ou seja,
a economia pode chegar a 85%. Esses valores são tão baixos por conta das EJs
não visarem o lucro, e sim a capacitação e experiência do aluno. O dinheiro
que entra vai para treinamento dos estudantes, equipamentos e materiais novos,
e algumas até remuneram seus membros. No Brasil, existem 206 empresas
juniores. Segundo estudos, 94% dos negócios levados às EJs são de micro ou
pequenas empresas.
Caso como o da Escola São Paulo, que foi apresentada a Empresa Júnior da Fundação Getulio Vargas para fazer o cálculo do valor de mercado da marca, serviço que vinha sendo negado ou que precisava ser trabalhado com prazos enormes por consultorias especializadas. No caso da EJ da GV, eles resolveram o projeto em 3 meses, prazo que representava menos da metade do tempo que a dona havia conseguido em outras consultorias maiores.
Os empreendedores devem ter noção de que as consultorias feitas em EJs atendem demandas específicas da área e não oferecem suporte completo para ganho de escala. Segundo Henrique Leite, diretor de marketing da Empresa Júnior da GV, as EJs são mais indicadas para soluções pontuais. “Às vezes, o cliente apenas identifica sintomas de que há algo errado na empresa e nos procura. Nosso trabalho é descobrir as causas destes sintomas e solucioná-las”, afirma. E pode ser a solução ideal para muitos negócios, especialmente os que não podem pagar por consultorias renomadas.
Caso como o da Escola São Paulo, que foi apresentada a Empresa Júnior da Fundação Getulio Vargas para fazer o cálculo do valor de mercado da marca, serviço que vinha sendo negado ou que precisava ser trabalhado com prazos enormes por consultorias especializadas. No caso da EJ da GV, eles resolveram o projeto em 3 meses, prazo que representava menos da metade do tempo que a dona havia conseguido em outras consultorias maiores.
Os empreendedores devem ter noção de que as consultorias feitas em EJs atendem demandas específicas da área e não oferecem suporte completo para ganho de escala. Segundo Henrique Leite, diretor de marketing da Empresa Júnior da GV, as EJs são mais indicadas para soluções pontuais. “Às vezes, o cliente apenas identifica sintomas de que há algo errado na empresa e nos procura. Nosso trabalho é descobrir as causas destes sintomas e solucioná-las”, afirma. E pode ser a solução ideal para muitos negócios, especialmente os que não podem pagar por consultorias renomadas.
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