segunda-feira, 20 de maio de 2013

O empreendedor precisa achar o seu espaço

Na última semana de abril, aconteceu a III Virada Empreendedora, que, pela primeira vez, foi situada no campus da FGV-EAESP. Com recorde de público, foram 24 horas de palestras, workshops, exposições e feiras voltadas para empreendedores.

O interessante é perceber o quanto as coisas mudaram nos últimos 10 ou 15 anos a respeito desse tema. Antes, o empreendedor brasileiro era a pessoa que não tinha conseguido um emprego decente e, por isso, teve que abrir um bar de esquina ou uma confeitaria em casa. Hoje, a figura é outra. Alunos já entram nas universidades sonhando em serem os próximos Mark Zuckerberg. É possível que esses sonhos se tornem realidade, mas é necessário relembrar do que disse Jack Dorsey, fundador do Twitter, quando esteva na EAESP para uma palestra: o jogo é duro e exige preparo técnico do empreendedor.

Empreender não significa, necessariamente, conseguir um milhão de reais nos primeiros meses, nem fundar uma empresa com 50 funcionários. O importante é voltar a um conceito antigo: por que abrir um bar de esquina não pode ser um negócio lucrativo? Se for realmente isso que o empreendedor quer e souber como fazer, o negócio pode funcionar muito bem para ele.

O professor da FGV-EAESP, Tales Andreassi, afirma, em texto próprio, que o empreendedor não pode querer entrar nesse mundo porque está na moda e todos estão tentando isso. A pessoa precisa querer empreender para satisfazer uma real necessidade sua, identificando uma oportunidade clara e mostrando um diferencial significativo para o mercado.

Fonte da imagem: Corbis Images 



sexta-feira, 17 de maio de 2013

Universidades empresariais para formação de líderes

Quando um profissional precisa de emprego, ele procura mostrar seus conhecimentos e experiências anteriores como fator chave para chamar a atenção da pessoa que está aplicando o processo seletivo. Isso porque conhecimento e experiência são pré-requisitos para se ter, e manter, um valor de mercado e também a qualidade do trabalho. Pensando nisso, as grandes corporações começam a investir tempo e dinheiro em desenvolvimento de pessoas, através de um conceito relativamente novo, chamado Escolas Empresariais. Essas escolas são iniciativas da própria empresa, visando capacitação profissional e desenvolvimento de liderança que não podem ser inseridos no dia-a-dia da corporação. A intenção é atualizar os conhecimentos do colaborador e, ao mesmo tempo, inserir novos temas aos seus conhecimentos.

Uma delas é a Universidade Whirlpool, lançada pelas marcas Brastemp, Consul e KitchenAid, que atende desde os responsáveis pela fabricação de eletrodomésticos, até diretores de diversos setores dessas companhias, por todo o Brasil. Esse processo de capacitação é um investimento em pessoas, que busca a qualificação de pessoal acima do lucro.

A Universidade Whirlpool conta com quatro módulos distintos para atender os diferentes perfis de profissionais que chegam até lá. São eles: Academia Whirlpool, voltados para a cultura da companhia; Academia de Liderança, para gerentes e gestores; Academia de Negócios, com competências ligadas ao negócio e visão estratégica; e Academia Funcional, ligada ao desenvolvimento da própria Whirlpool. Para o desenvolvimento do programa, a Universidade Whirlpool contou com uma consultoria da FGV-EAESP.

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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Curso de Administração atualiza sua grade

As grandes entidades de ensino procuram estar atentas às mudanças de mercado. Para isso, uma atualização da grade curricular do curso se faz necessária, não apenas por esforço das entidades em manter a qualidade de ensino, mas também por demanda dos próprios alunos, que buscam cada vez mais a qualidade do ensino e matérias mais práticas.

Foi o que aconteceu com um dos cursos mais tradicionais de São Paulo, de Administração de Empresas da FGV-EAESP, praticamente um símbolo da Fundação, que para se adequar ao estilo do mercado atual, procurou ampliar os horizontes do ensino. Para adequar seus alunos aos diversos ambientes de trabalho que existem, a GV apostou em duas frentes principais: o intercâmbio com instituições estrangeiras parceiras e projetos sociais. No primeiro caso, a Fundação conta com parceria com mais de 80 escolas pelo mundo e diversos direcionamentos diferentes para o intercâmbio. Já em projetos sociais, a FGV-EAESP possui uma disciplina eletiva chamada Negócios de Impacto Social (NIS) que consiste em um grupo de alunos da instituição desenvolvendo projetos para a comunidade carente do Heliópolis, uma favela na zona sul de São Paulo. Com isso, alunos ganham experiência e as próprias instituições ganham com a formação de bons profissionais.

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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Jovens de sucesso

A tecnologia proporciona muitas possibilidades de negócios, por seu caráter facilitador e sua acessibilidade. Com o uso da tecnologia, principalmente, podemos observar um fenômeno cada vez mais comum, que vem se repetindo nos últimos anos. São os casos dos jovens que, mesmo muitas vezes não tendo sequer chego à universidade, desenvolvem projetos inovadores e atingem a fortuna.

Esse fenômeno pode ser observado por um simples motivo: as crianças e adolescentes têm mais facilidade de aprender a usar tecnologias novas, e como eles têm convivido mais tempo (e cada vez mais cedo) com elas, conseguem desenvolver melhor do que os adultos essa percepção e controle.

Casos de sucesso passam nos noticiários quase diariamente. São jovens que venceram a barreira da desconfiança e fizeram projetos grandiosos, como a norte-americana Juliette Brindak, que tinha 16 anos quando criou a Miss O & Friends, uma rede social de brincadeiras para pré-adolescentes. “Um negócio com essas características faz todo o sentido”, afirma o professor da FGV-EAESP, Fernando Meirelles. “Trata-se de uma vantagem em relação às grandes empresas lideradas por adultos, que têm dificuldade de estabelecer um diálogo aberto com as novas gerações”, conclui.

No Brasil, esses casos são bem mais isolados. Muito se dá ao fato dos jovens terem pouco apresso à burocracia, um fator constante no país.

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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Desafio Brasil, uma iniciativa do GVcepe, da FGV-EAESP

Até o dia 14 de julho, empreendedores da área da tecnologia poderão se inscrever em mais uma edição do Desafio Brasil, uma iniciativa do Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital da FGV-EAESP (GVcepe). O projeto da FGV-EAESP tem como objetivo investir em uma base educacional empreendedora, em formação de redes de colaboração e cultura da inovação, oferecendo a chance de empreendedores interagirem entre si, ampliando seu networking com fornecedores, executivos de grandes empresas, investidores, agências públicas entre outros profissionais qualificados.


O Desafio Brasil da FGV-EAESP abre vagas para startups para participar das triagens estaduais, nacionais e internacionais. Os escolhidos terão apoio de um mentor executivo escolhido a dedo pela FGV-EAESP, além do material de apoio. A simples participação no programa da FGV-EAESP já dá direito a prêmios e benefícios únicos.

Na edição anterior, o vencedor foi Coloff. A Treebos também ganhou uma ida a Berkeley e diversos outros prêmios da FGV-EAESP. Na noite de encerramento, uma palestra de Marcelo Sales fechou com chave de ouro o projeto da FGV-EAESP.

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quarta-feira, 8 de maio de 2013

A “Juniorização” das empresas

O mercado de trabalho é duro e firme. Muitas vezes, não dá espaço para respirar e já existe um novo concorrente com preço menor, ou um fornecedor aumentando seus preços, além da cobrança dos acionistas. As contas estão entrando no vermelho e a situação começa a ficar complicada quando alguém dá a solução: renovar o quadro de funcionários. É nessa hora que cabeças rolam e alguns funcionários mais caros dão lugares a novos colaboradores, esses mais jovens e dispostos, que fazem mais e ganham menos. A empresa ganha novos ares, fica com cara de empresa do futuro. Mas a realidade que vem depois nem sempre é esse mar de rosas. O trabalho não flui com a mesma facilidade que antes, mas pelo menos a planilha de custos está melhor. Esse processo é conhecido como “juniorização”.

O processo de contratar profissionais mais novos para ocupar funções nas empresas é necessário e benéfico para a corporação. Mas quando a “juniorização” acontece com o intuito de reduzir custos da folha de pagamento, pode-se comprometer a qualidade da gestão e a continuidade do trabalho. O grande problema é que esse processo acontece na contramão da demografia brasileira. O povo brasileiro está envelhecendo, e uma pesquisa recente realizada pela FGV-EAESP afirma que a maior parte das empresas não estão preparadas – e nem em processo de – para lidar com a inversão da pirâmide demográfica brasileira.

Quando se tem uma “juniorização” forçada na empresa, existe a quebra do processo de amadurecimento do profissional, uma diminuição da cultura presente. Quando isso acontece em massa, de forma mal planejada, existe um entendimento de que a empresa está, na verdade, inibindo o amadurecimento. E isso, sim, é algo perigoso.

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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Crédito Universitário

O sonho de ter um diploma nem sempre é algo fácil de alcançar. É preciso dedicação, estudo, vontade de vencer e, caso o aspirante a universitário não tenha conseguido uma vaga em uma instituição pública, pagar a mensalidade. Esse é um dos fatores mais críticos para o jovem brasileiro, ainda mais tendo em vista o elevado valor da mensalidade nas instituições particulares mais tradicionais. A saída pode ser os créditos estudantis, que vão se popularizando a cada dia e ganhando novas condições e facilidades de pagamento. Hoje, mais de 800 mil estudantes brasileiros recorrem a financiamentos estudantis para chegar a universidade.

Tudo começou com o programa chamado Financiamento Estudantil (Fies), para atender famílias com renda até 20 salários mínimos. Só o Fies já investiu R$12,6 bilhões em empréstimos feitos a estudantes que desejavam se formar, com juros baixos que chegam a 0,28% ao mês.

Como o número de aspirantes tem subido consideravelmente, a iniciativa privada decidiu apostar em crédito estudantil também. Bancos como Itaú e HSBC já oferecem planos de crédito para universidades. Na maioria dos planos, o banco divide a mensalidade com o aluno, fazendo a transferência do valor diretamente para a universidade. Nesse caso, é necessário apresentar um fiador que tenha uma renda pelo menos duas vezes superior ao valor da mensalidade, em caso do aluno ter renda própria, esse valor pode ser incorporado a renda do fiador.

Crédito na própria universidade

Recorrer a própria universidade pode ser uma boa opção. A Fundação Getulio Vargas possui um plano de financiamento que atende de 20% a 100% da mensalidade. O valor deve ser devolvido a partir do quinto ano depois do início do curso. O índice chegou a 7,8%, no ano passado, e cerca de 20% dos alunos são atendidos por esse sistema. Mas William Eid, coordenador do Centro de Estudos em Finanças da própria GV afirma que os estudantes precisam tomar cuidado com outras dívidas a longo prazo que ele venha assumir, junto com o crédito estudantil. “Para quem está começando a vida, fica mais difícil arrumar um bom emprego com o nome sujo no cadastro dos inadimplentes”, afirma Eid.

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