sexta-feira, 3 de maio de 2013

Investir no ecologicamente correto está em alta

Com a ascensão da classe C, também chamada de nova classe média brasileira, o poder de compra do brasileiro aumentou e o foco das empresas se voltou para esse público. Com isso, novas práticas de compra foram sendo percebidas. Entre elas, está o apreço por produtos sustentáveis, ou ecologicamente corretos, impulsionado pelos crescentes movimentos ambientalistas. "Mais de 40 milhões de brasileiros ascenderam à classe C, e dados de uma pesquisa mostram indicadores surpreendentes de consumo superiores às demais classes sociais e com exigências de produtos e qualidade, além de mudanças no mercado de varejo, indicando, inclusive, a predileção por produtos sustentáveis", afirma Onófrio Notarnicola Filho, consultor e professor da FGV-EAESP, nas disciplinas de Novos Modelos de Empresas e Administração.



"Os diversos movimentos desses novos consumidores criaram novos marcos para o desenvolvimento sustentável e surgimento de novos produtos e/ou serviços, além da reformulação e uso da inovação dos setores já existentes da nossa velha economia”, afirma o professor. Ele considera o caminho trilhado pelo consumidor brasileiro como irreversível e vê com bons olhos a evolução desse mercado, apesar de afirmar que algumas empresas ainda precisam evoluir. “Hoje, os integrantes da classe C são mais educados e conectados na internet e participam constantemente das redes sociais com as suas críticas e sugestões de melhorias em todos os setores da nossa economia. Com as suas exigências por produtos mais saudáveis, atualmente o consumo do brasileiro é mais responsável e sustentável do que o exercido pelas antigas gerações", disse Filho.

O cliente busca produtos mais saudáveis e que tenham apego sustentável, e pressiona os fabricantes e comerciantes para ter esses produtos, buscando selos de qualidade em sustentabilidade. O professor da FGV–EAESP estima que os negócios sustentáveis crescerão a uma média de 10% ao ano. No caso do setor de alimentos, por exemplo, a expectativa sobe para 20%.

Fonte da imagem: Corbis Images 

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